| MARCAS DE UM VERDADEIRO CRISTÃO | 02/11/2009 | Imprimir | Pr.Armando Paulo Castoldi |
Das tantas expressões de fé que o cristianismo abriga, quero falar a respeito de dois grupos que costumam ser irredutíveis em suas posições. No primeiro grupo estão aqueles que professam ser cristãos, mas nunca chegaram a se perguntar profundamente sobre o conteúdo ou mesmo a validade daquilo que crêem. Se dizem cristãos porque possuem alguma religiosidade que assimilaram provavelmente na infância, porém deixaram-na ali, viva mas não ao ponto dar frutos e revelar assim sua verdadeira essência. Essa é a fé que encontramos numa proporção muito maior do que gostaríamos de admitir, infelizmente! Funciona como uma espécie de objeto de estima posto numa prateleira. No viver diário não faz a mínima diferença, porém ai de quem tocar nesse objeto. Percebemos claramente essa realidade quanto confrontamos essas pessoas com a Palavra de Deus ou quando alguém próximo a essa pessoa se converte a Cristo. Aquilo que por anos e anos representou pouco ou nada, agora se torna o centro de todas as coisas, algo de proporção tal que poderá vir a produzir verdadeiro ódio e criar inimigos mortais. Essa pessoa repele ostensivamente qualquer confronto exatamente por não saber direito no que crê. Se chegasse a se questionar talvez pudesse rever seus conceitos, mas ela não se dá ao trabalho, porque lhe é mais cômodo viver desse modo. Infelizmente, essa posição confortável acabará no dia da sua morte.
No segundo grupo encontramos os verdadeiros cristãos, aqueles que compreenderam a mensagem do Evangelho e por livre decisão de vontade se tornaram discípulos de Jesus Cristo. Há pelo menos três marcas fundamentais que identificam esses cristãos: 1º) A autenticidade da conversão: Há muitos motivos que podem levar alguém buscar a Deus: doença, crise financeira, solidão, depressão, desemprego, crise familiar, luto e por aí à fora. Todas essas situações são motivos legítimos para que alguém busque a Deus, porém há uma única razão que pode produzir a verdadeira conversão: a busca pelo próprio Deus. Uma decisão cujo motivo não esteja no próprio Deus dificilmente se manterá por muito tempo; 2º) O alvo de possuir o caráter de Cristo: Quem se converte de fato, compreende que era um pecador perdido, sem chance alguma de salvação. Então, impactado pelo amor de Cristo, rendeu-se a Ele e tudo o que deseja agora é tornar-se semelhante Jesus. Aliás, essa é a essência do propósito eterno de Deus para o cristão: “Porquanto ao que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” – Romanos 8.29. Se todos aqueles que dizem crer em Jesus se esforçassem para alcançar esse propósito, assim como “uma cidade edificada sobre um monte”, cada cristão seria reconhecido a quilômetros de distância; 3º)A visão da vida pela perspectiva da eternidade: Querendo ou não, a vida humana está colocada na dimensão eterna. Céu e Inferno são realidades diante das quais ninguém poderá fugir. Para o cristão verdadeiro a cruz e o pentecostes estão inevitavelmente ligados; para o cristão verdadeiro a glória tanto pode estar ligado ao milagre quanto ao martírio; para o cristão verdadeiro a palavra chave é “entrega” e não “cobrança”, exatamente por que ele sabe que a plenitude da justiça de Deus não se consuma neste mundo. Aleluia!!!
Prezado leitor: Fora desse espaço das expressões definidas, existe uma multidão composta daqueles que ainda não se encontraram. Seu conteúdo de fé não é claro; sua prática de vida é marcada por tentativas, ensaios e pequenos vôos sem compromisso. Elas gravitam na periferia da verdade. Podem estar próximos o suficiente para se salvar e longe o suficiente para se perder. Um pequeno puxão ou um pequeno empurrão poderá definir o seu destino. Ora, se você está nessa condição, por que não vem logo para Jesus? “Eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” – 2 Coríntios 6.2.
JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!
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