| CAMPOS ABANDONADOS | 13/08/2009 | Imprimir | Pr.Armando Paulo Castoldi
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No plano original, o homem estava destinado a ser um agente positivo de transformação do mundo recém criado. Nisso estava o sentido da imagem e semelhança de Deus: “Criou Deus, pois, o homem à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo o animal que rasteja pela terra” – Gênesis 1.27-28.
Assim, não somente toda a Terra poderia ter sido transformada numa extensão do Jardim do Éden, como o coração de todos os seres humanos poderia ser uma extensão do coração de Adão e Eva, como era antes de conhecerem o pecado. Mas que conseqüências trouxe ao homem o conhecimento do bem e do mal? Exatamente um coração divido, que pode se inclinar para um lado ou para outro; que tanto pode retornar para Deus, quanto pode distanciar-se dEle mais e mais; que pode buscar sabedoria para cumprir o seu papel, mesmo dentro de um mundo decaído, ou pode transformar sua curta sobrevida num verdadeiro caos e “infernizar” a vida de muitos; que tanto pode parecer um lindo jardim, quanto um campo abandonado.
É dessa perspectiva que quero compartilhar um texto que já havia lido tantas vezes, mas que me falou algo completamente novo: “Passei pelo campo do preguiçoso e junto à vinha do homem falto de entendimento; eis que estava tudo cheio de espinhos, a sua superfície, coberta de urtigas, e o seu muro de pedra em ruínas. Tendo-o visto considerei; vi e recebi a instrução. Um pouco para dormir, um pouco para toscanejar, um pouco para encruzar os braços em repouso, assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado”. – Provérbios 24.3-34.
É lógico que no plano material é fácil distinguir o trabalhador do preguiçoso e as ilustrações usadas no texto bíblico não poderiam ser mais oportunas. Mas eu fiquei meditando no quanto essas figuras podem igualmente representar a realidade de alguém que negligenciou o bem.
Há pessoas que na mesma medida que se mostram tão criativas para correr atrás das coisas do mundo, são tão apáticas em relação ao Reino de Deus; há pessoas que na mesma medida que se mostram surpreendentemente sábias para lidar com dinheiro, se mostram tão tolas para lidar com as coisas do próprio coração.
Então, quando chega o tempo da colheita, por maior que pareça ser a glória das suas conquistas, não haverá como ocultar a própria ruína. Cada mentira, cada trapaça, cada traição, aparecem agora como espinheiros a denunciar o quanto fez falta uma boa semeadura: o casamento que se desfaz, os filhos que se perdem, os amigos que se afastam, o nome que se manchou, a solidão que se avizinha.
No solo de uma consciência que se endureceu ao bom senso, as urtigas foram tomando espaço: tudo agora perdeu o encanto, tudo parece amargo, tudo “pinica”, tudo agride. Ai de quem tocar nessas urtigas!
Cada disciplina evitada, cada oportunidade perdida, cada solução adiada, são agora as pedras que fazem falta nos muros. O mal finalmente encontrou o lugar de sua habitação, preparou sua festa e já pode receber seus convidados. Ao preguiçoso de espírito e insensato de coração, infelizmente sobrevirá essa realidade.
Prezado leitor: Eu sei que pintei um quadro bem escuro. Mas pergunto: Há algo que o possa identificar com esse quadro? Se a resposta for positiva, não fuja outra vez. Achegue-se a Deus. Ele sempre quer lhe acenar com a oportunidade de restauração: “O que encobre a sua transgressão jamais prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia” – Provérbios 28.13.
JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!
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