| A BÊNÇÃO E O COMPROMISSO | 20/07/2009 | Imprimir | Pr.Armando Paulo Castoldi
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Se você contratou um eletricista ou um encanador para realizar um trabalho e você pagou pelo respectivo serviço, no momento que essa pessoa sair da porta da sua casa, você já não terá nenhum compromisso com ela. Por quê? Porque você teve com essa pessoa uma simples relação comercial. Se no entanto esse eletricista ou encanador é seu pai, quer você tenha pago ou não pelo trabalho, nada irá alterar seu relacionamento com ele. Por quê? Por que você tem com essa pessoa um relacionamento de vínculos afetivos.
Você poderá perguntar: mas quem não sabe disso? Certo, parece ser algo óbvio! Mas eu não quero falar do relacionamento que você tem com o eletricista ou o encanador e nem com seu pai terreno, mas do relacionamento que você tem com Deus. Vou desafiá-lo a responder em 30 segundos: seu relacionamento com Deus é comercial ou afetivo?
Há um episódio muito revelador no Evangelho de Lucas: “De caminho para Jerusalém passava Jesus pelo meio de Samaria e Galiléia. Ao entrar numa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, que ficaram de longe e lhe gritaram dizendo: Jesus, Mestre, compadece-te de nós! Ao vê-los disse-lhes Jesus: Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. Aconteceu que, indo eles, foram purificados. Um dos dez, vendo que fora curado, voltou, dando glória a Deus em alta voz, e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo-lhe e este era samaritano. Então Jesus lhe perguntou: não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove? Não houve, porventura, quem voltasse para dar glória a Deus, senão esse este estrangeiro? E disse-lhe: levanta-te, e vai; a tua fé te salvou” – Lucas 17.11-19.
Se tomarmos esses dados como uma estatística, o resultado é assustador. De dez pessoas, nove possuem com Deus um relacionamento comercial. Dessas nove, cem por cento delas pertencem a um povo que pratica a religião, no caso aqui, o povo de Israel. Uma em cada dez possui a chance de ter um relacionamento afetivo. Essa pessoa é uma estrangeira, ou seja, alguém não familiarizado com a religião.
Há um outro dado assustador: das dez pessoas que se aproximaram de Jesus, todas elas viviam uma situação de desespero. Eu pergunto: se estivessem bem, se estivessem com perfeita saúde, se estivessem com todas as áreas da vida sob seu controle, será que teriam procurado Jesus? Será que teriam gritado em alta voz? Será que teriam lhe chamado mestre? Será que lhe teriam clamado por compaixão? Se a resposta for negativa, então temos um dado mais assustador ainda: todas elas, ao menos em princípio, buscaram em Jesus uma relação meramente comercial.
Há um risco, que não é novo, de cair na armadilha de ver a Igreja como um Supermercado, onde as pessoas vão, pegam a bênção e voltam para suas casas com a consciência tranqüila, porque de alguma forma passaram pelo “caixa”. Mas afinal, que tipo de relacionamento Deus deseja ter conosco: ser um mero prestador de serviços?
É cômodo pegar a bênção, mas não é tão simples tornar-se um discípulo! Qual será a proporção daqueles que estariam dispostos a voltar, dar glória a Deus, prostrar-se aos pés de Jesus, adorá-Lo e segui-Lo?
Prezado leitor: Não sei o que você pensa a respeito do assunto; se concorda, discorda, ou acha até que isso tudo nem lhe diz respeito. Eu pessoalmente tremo diante do desafio de viver o verdadeiro Evangelho: “Entrai pela porta estreita ( larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz para a perdição e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta e apertado o caminho que conduz para a vida e são poucos os que acertam com ela” – Mateus 7.13-14.
JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!
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