| PRESENTE E PACOTE | 07/07/2009 | Imprimir | Pr.Armando Paulo Castoldi |
Suponhamos que uma terrível epidemia se espalhe pelo mundo, transformando-a numa pandemia, como está acontecendo agora com a chamada “Gripe Suína”.
Então um dedicado cientista se põe a trabalhar e descobre a fórmula de um remédio absolutamente eficiente contra essa doença. Na ânsia de salvar a humanidade desse terrível mal, ele chama para si uma equipe de cientistas e médicos, que também já estão contaminados, aplica-lhes o remédio e eles começam a experimentar a cura.
Pouco tempo depois esse cientista morre, mas antes disso ele revela a fórmula do remédio a essas pessoas que ele curou e pede-lhe que comecem a aplicar o remédio a outras pessoas, ensinando-as, por sua vez, a fazerem o mesmo a outros, até que toda humanidade possa ser curada.
Porém algumas coisas paralelas também acontecem: a) O vírus dessa doença continua atacando, se proliferando e se fortalecendo; b) Algumas das pessoas que entraram nesse trabalho, não foram devidamente preparadas ou deliberadamente não usaram exatamente a fórmula original do remédio; c)Outras, achando que simplesmente tomar o remédio seria suficiente, não observaram os cuidados necessários à eficácia do tratamento; d)Outras, levaram a sério o tratamento até determinado ponto, mas depois, não tendo perseverança, desistiram antes da cura.
Porém muitos outros continuaram distribuindo o remédio na sua fórmula original e se dedicando com todo empenho para que cada doente cuidasse dos mínimos detalhes do tratamento. Por isso, muitas pessoas ainda eram curadas.
Contudo, agora já eram tantos os casos de pessoas que não estavam sendo curadas, seja por causa da adulteração da fórmula original, seja pelo desleixo no tratamento, que começou a se espalhar a falsa notícia de que o remédio não era tão eficaz quanto se dizia. Pior: Alguém diretamente interessado em impedir a cura, começou induzir as pessoas a acreditarem que, não somente o remédio era uma farsa mas também que todos os que o promoviam o remédio eram charlatões e aproveitadores. Assim, logo se tornou maior o número daqueles que preferiam continuar com a doença e apostar que no final tudo iria dar certo, do que aqueles que buscavam o tratamento.
É lógico que isso ilustra muito bem a história do cristianismo. Por isso, em inúmeras passagens da Bíblia o apóstolo Paulo, ainda nos tempos da Igreja Primitiva, expressava de modo insistente em suas cartas pastorais uma dupla preocupação em relação ao Evangelho: 1º) A pureza da doutrina, que é a fórmula original do remédio. 2º) A pureza de vida, que é a coerência dos nossos atos com a doutrina que anunciamos.
O Evangelho não é uma filosofia, mas um corpo de verdades que somente funciona quando aplicada à vida. Assim, se adulteramos a essência da mensagem, ou se nossa conduta é incompatível com a verdade que anunciamos, nós mesmos serviremos de propaganda falsa, que levará muitas pessoas a desacreditarem do amor de Deus.
Usando de outra figura, podemos comparar o Evangelho ao maior, mais lindo e mais valioso presente que Deus já deu à humanidade, porém se esse presente não tiver um embalagem condizente, muitos poderão rejeitá-lo simplesmente por causa da pobreza da embalagem.
Prezado Leitor: Fórmula e tratamento, presente e pacote, são ilustrações da necessidade da essência e também da coerência entre o discurso e a prática. A Igreja foi chamada para ser um instrumento de cura e restauração, e não para ser tropeço. O verdadeiro cristão não somente deve possuir o presente, mas também deve ser o pacote no qual o Evangelho é apresentado ao mundo. Esse é o meu desafio e é o seu desafio, se você é Cristão: “Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor”. – 2 Timóteo 2.19. Vamos então somar?
JESUS, A OPÇÃO DA VIDA !
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