| LIVRE ARBÍTRIO | 09/06/2009 | Imprimir | Pr.Armando Paulo Castoldi |
O livre arbítrio, numa definição bem simples, é a capacidade que o homem possui de fazer suas próprias escolhas. É um atributo da nossa humanidade, conseqüência inevitável da imagem e semelhança de Deus, que deixou em nós um senso moral capaz de produzir decisões. Onde quer que alguém esteja, no que quer que tenha em mente, na direção que queira tomar, sempre haverá uma porta, outra porta e mais outra porta. Entrar ou não entrar? Esse é o livre arbítrio.
Eu já conheci muitas pessoas que inflam o peito quando confrontadas com a necessidade de alguma mudança. Elas dizem: -Mas eu tenho o livre arbítrio! Eu não respondo, mas penso: -Grande coisa!!!
Para mim, o livre arbítrio se tornou muitas vezes uma idéia apavorante, pois ele me faz prisioneiro da minha própria liberdade. Eu não posso ficar sem decidir e, ainda que decidisse não decidir, já teria tomado uma decisão. Pergunto então: Temos realmente o livre arbítrio?
O grande erro que a maioria das pessoas comete é pensar no livre arbítrio como um poder absoluto, capaz de determinar todas as circunstâncias da vida. Não! O livre arbítrio está condicionado a um universo bem maior no qual estamos inseridos e do qual, nunca fomos e nunca seremos o centro.
Ora, a capacidade de decidir não significa que as circunstâncias que se seguem estão sob o nosso controle. No entanto, o orgulho tem produzido esse engano no coração de muitos e é por isso que essas pessoas, as mesmas que inflam o peito quando arrogam para si essa credencial, possuem um comportamento doentio. Sim, elas tomam as decisões que lhe parecem mais convenientes, mas estão sempre em guerra consigo mesmas e com o mundo. São excêntricas e egocêntricas, sofrem muito e fazem sofrer especialmente aqueles que com elas se importam. Talvez as definiríamos bem com dois adjetivos apenas: São arrogantes e infelizes!
O paradoxo da pós-modernidade, ou na Nova Era, ou do pós-cristianismo, é a exata proporcionalidade entre aqueles que se dizem “livres” e aqueles que são visivelmente escravos, pois na verdade se tratam exatamente das mesmas pessoas. Por isso, eu creio que Deus tem, sim, um grande senso de humor: “Ele apanha os sábios na sua própria astúcia” – Jó 5.13.
Mas alguém pode perguntar: Então o livre arbítrio não existe? Eu diria que ele existe, em termos. Em parte nós podemos decidir, em parte não! A sabedoria consiste em reconhecer os limites de cada jurisdição. Sempre que alguém se eleva acima de uma altura que não se possa sustentar, certamente cairá. Assim, o primeiro e grande segredo do bom uso de sua liberdade, é o reconhecimento que o universo no qual nos movemos é o universo de Deus. Quem esquece esse detalhe, ainda que não admita, fatalmente se colocará no lugar do próprio Deus e, dessa altura a queda sempre será fatal.
Prezado leitor: Normalmente nos sentimos ofendidos quando alguém nos pergunta: -Afinal, quem você pensa que é? No entanto, essa é a grande pergunta! Sim, pois se você pensar errado sobre si mesmo, o uso do seu livre arbítrio só lhe trará confusão e dor. Por outro lado, se você compreender o seu lugar e escolher compartilhar sua vida com quem de direito – e Deus deverá ser o primeiro da lista, então você já não precisará carregar sozinho o peso das suas decisões e será profundamente grato pelo simples fato de poder “participar” nos projetos que o farão feliz. Este é o verdadeiro livre arbítrio! No mais, fico feliz em poder partilhar com você essa descoberta: “Felizes os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” –Mateus 5.3.
JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!
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