Conversando há poucos dias com um amigo que trabalha no Judiciário, me falava ele do aumento assustador de ações de separação de corpos, agora facilitadas pela Lei nº11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, que trata da violência doméstica.
O que salta aos olhos, num primeiro momento, é a questão do alcoolismo. Contudo, essa é apenas a “ponta do Iceberg”; é o fator que desencadeia o estágio final do processo. A grande maioria dos homens não são suficientemente homens para agredir suas esposas quando estão lúcidos. Então, eu gostaria de abordar essa questão um pouco mais profundamente e procurar expor, segundo eu entendo, as razões que levam os homens ao alcoolismo e à violência contra suas famílias.
Para ser bem franco, e partindo da minha própria experiência pessoal anterior à conversão, percebo que a nossa cultura – e falo da nossa cultura local, não prepara o homem para o casamento.
Dentro da cultura judaica, que dá origem ao cristianismo bíblico, o homem, muito além de ser o provedor material da casa, é também o sacerdote, o líder espiritual, aquele que assume a responsabilidade pela vivência e transmissão dos valores fundamentais da vida, sendo o braço forte da família, aquele que estabelece direção e transmite segurança física, material, emocional e espiritual à esposa e filhos.
O apóstolo Pedro, casado que era, coloca essa realidade com as seguintes palavras: “Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher, como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações” – 1 Pedro 3.7.
O apóstolo Paulo, não casado e considerado machista por alguns, propõe aos maridos um padrão ainda mais elevado: “Maridos, amai a vossa mulher, como também Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem da água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito. Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a sua esposa a si mesmo se ama” – Efésios 5.25-28.
No fundo, acredito que a grande maioria dos homens gostaria de alcançar esse padrão, mas nossa sociedade os têm ensinado a viver unicamente o corpo, assim, não é de admirar que, sendo mais fortes fisicamente, muitos acabem um dia espancando suas esposas. Falar das coisas do espírito e das emoções não é masculino. Masculino é ficar na roda de um bar, falando de futebol, política e das mulheres dos outros.
Mas um dia, e esse dia às vezes chega bem cedo, o coração irá começar a sangrar. Então, por não conseguir achar um modo legítimo de extravazar as suas dores mais profundas; por não achar palavras e nem jeito para expressar seus afetos mais puros; por não encontrar coragem para se fragilizar diante das próprias pessoas a quem ama; por não se dar a direito de admitir os próprios fracassos, o caminho do bar novamente se mostra a saída mais conveniente. Pobres homens! No fundo, são apenas crianças assustadas, num corpo adulto! Parabéns mulheres que sobrevivem a homens assim e parabéns homens, que rompendo com as barreiras dos preconceitos e da gozação dos amigos, são corajosos o suficiente para procurar ajuda no lugar certo.
Prezado leitor: Não sei para quem estou falando, mas se você de alguma forma sentiu-se identificado com esta mensagem e está precisando de ajuda, quero lhe dizer que assim como o diabo usa pessoas para destruir, Deus usa outras para restaurar. Deus nos tem chamado a lutar pelas famílias. Venha! “Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” – Apocalipse 22.17.
JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!
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