| DECISÕES | 15/01/2009 | Imprimir | Pr.Armando Paulo Castoldi
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DECISÕES
Hoje ao acordar, não sei por que motivo, lembrei da música “Barracão de Zinco”, um samba canção que cantávamos nas rodas de amigos em minha juventude. Atrelado a essa lembrança, reconstituí todo um cenário de imagens, pessoas, fatos e decisões que desde então foram se sucedendo em minha vida.
Ao reviver essas lembranças, me dei conta do quanto a minha vida poderia ter se encaminhado para uma direção completamente diferente. E, ao considerar tudo isso, não pude deixar de admitir que as melhores decisões que tomei foram obra exclusiva da mão bondosa de Deus me guiando de uma forma totalmente misteriosa ao meu olhar. Talvez vendo a confusão dos meus pensamentos, Deus decidiu considerar o meu coração.
Em minha personalidade, carrego uma mistura muito difícil de conciliar. Se por um lado sou introspectivo e reflexivo, por outro sou também bastante impulsivo. Essa discrepância já me fez sofrer muito, pois às vezes eu pensava dias e dias antes de tomar uma decisão e então, na hora de agir, tomava um rumo diferente. Ou, como muitas vezes me acontecia, tomava uma decisão precipitada e então, me sentido compelido a realizar todo o processo reflexivo, acabava me arrependendo e me sobrecarregando de culpa.
Por isso, uma das coisas mais difíceis para mim é tomar decisões. Decisões mudam realidades, determinam rumos e podem alterar radicalmente o nosso futuro.
Estou falando tudo isso, não só porque é a minha reflexão neste dia, mas também por considerar que talvez encontre entre meus leitores alguém que viva esse mesmo dilema.
Em meu ministério pastoral, me deparo frequentemente com pessoas seriamente feridas pela vida. A maioria delas, além dos tantos problemas concretos que carregam, também estão com o coração envenenado pela amargura, pelo ressentimento, pelo ódio, ou pela culpa das decisões erradas que tomaram. O que fazer para levá-las a uma cura verdadeira?
Em primeiro lugar, é necessário compreender que a vida precisa ser encarada com responsabilidade. Algumas das decisões que tomamos, não precisam ser mudadas, apenas assumidas. Outras, precisam ser mudadas, apesar da dor que isso possa nos causar. Culpar os outros ou as circunstâncias, colocar-se na condição de vítima, pouco ajuda nessas horas.
Mas, se precisamos assumir a responsabilidade das nossas decisões, será que precisamos também carregar sozinhos o peso das suas conseqüências? Não! Jesus sabia muito bem dos nossos limites quando assumiu a cruz em nosso lugar: “Mas ele foi transpassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele e pelas suas pisaduras fomos sarados” – Isaías 53.5.
Somos todos pequenos demais diante da proporção dos resultados que nossas escolhas podem produzir. Quando compreendi isso, decidi convidar Jesus para entrar em minha vida e comecei a repartir com Ele todas as coisas.
Hoje vejo nitidamente que foi Sua intervenção, nos momentos mais cruciais, que me permite agora viver em paz com o meu passado e olhar com esperança para o meu futuro: “Agrada-te do Senhor e ele satisfará os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais ele fará” – Salmo 37.4-5.
Prezado leitor: É claro que você é livre para tomar as decisões que bem entender, mas saiba que a decisão de entregar sua vida a Jesus é o único remédio para a cura das decisões erradas que você já tomou no passado e a chave para todas as escolhas que você fará no futuro. Aliás, sem essa decisão, que sentido teria o Natal?
JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!
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