Alguns, pela falta de familiaridade com as Escrituras, acreditam que o grande pecado, que produziu a separação entre o homem e Deus no Jardim do Éden, tenha sido o sexo.
Que ser estranho seria o nosso Deus se, depois de haver criado homem e mulher com todos os recursos para perpetuarem a espécie e ainda ordenar explicitamente que se multiplicassem, os surpreendesse com tal reação.
É lógico que algo bem mais grave aconteceu: “Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si”. Gênesis 3.4-7.
Havia também no jardim outra árvore: “Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal; assim, que não estenda a mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente. O Senhor Deus, por isso, o lançou fora do jardim do Éden, a fim de lavrar a terra de que fora tomado. E, expulso o homem, colocou querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida” – Gênesis 3.22-24.
Por fim, o outro personagem. A própria Bíblia fornece sua verdadeira identidade: “E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos” – Apocalipse 12.9. Para identificar mais precisamente esse personagem e sua obra, lemos ainda: “Porque nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” – Efésios 6.12.
Quando temos diante nós o relato de um fato localizado muito distante, num ponto onde já não pode ser aferido, a lógica nos impõe olhar o nexo que existe entre aquele fato e o transcurso da História até os nossos dias.
Com base nesse raciocínio quero apenas colocar algumas perguntas: a)A corrupção do gênero humano é uma realidade? b) O desejo que o homem possui de dominar e exercer poder sobre todas as coisas é uma realidade? c) A tendência à rebeldia, desde os primeiros estágios do desenvolvimento humano é uma realidade? d) O desejo de idealizar deuses segundo os nossos próprios padrões é uma realidade? e) As evidências de um domínio espiritual maligno sobre todas as nações e em todos os tempos da História é uma realidade? f)A morte é uma realidade? g) A busca da imortalidade é uma realidade? h) A consciência inata na existência de um ser superior, criador de todas as coisas, é uma realidade? i) O bem, como um valor absoluto é uma realidade?
Prezado leitor: Se você respondeu sim a todas essas perguntas, então, qual é o problema em aceitar os fatos? Os cientistas e os “sábios deste mundo” vão dizer que nenhum desses personagens jamais existiu, contudo, o seu grande sonho é provar à humanidade que a serpente estava certa. Quem os inspira? Sim, é possível trocar um coração, um rim, um fígado, esticar a pele, aplicar botox e tomar vitaminas poderosas. Mas quem pode solucionar o vazio que a separação de Deus produziu no coração humano? Quem pode lhe dar verdadeira segurança? Quem poderá ajudá-lo a atravessar o abismo da morte? O grande pecado é viver longe de Deus!
De fato, o relato da queda pode parecer uma fábula infantil. Mas não seria exatamente para testar os corações? Jesus disse: “Em verdade vos digo: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, de maneira alguma entrará nele” – Lucas 18.17.
JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!
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