| O GOVERNO DAS CRIANÇAS | 24/09/2008 | Imprimir | Pr.Armando Paulo Castoldi
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O Profeta Isaías viveu entre o sétimo e o sexto século Antes de Cristo, e desenvolveu seu ministério em meio a um estado de acelerado declínio espiritual e moral do povo de Deus. Lugares secretos de culto pagão eram tolerados; os ricos oprimiam os pobres; as mulheres negligenciavam suas famílias em busca do prazer carnal; muitos dos sacerdotes e profetas tornaram-se bêbados que queriam agradar aos homens. A aliança firmada com Deus no tempo de Moisés havia sido tão inteiramente violada, que o cativeiro e o julgamento eram inevitáveis, tanto para o reino do Sul, Judá, assim como para o reino do Norte, Israel, o que veio efetivamente acontecer anos depois.
Como parte dessas profecias, chama a atenção o seguinte texto: “Porque eis que o Senhor, o Senhor dos Exércitos, tira de Jerusalém e de Judá o sustento e o apoio, todo sustento de pão e todo sustento de água; o valente, o guerreiro e o juiz; o profeta, o adivinho e o ancião; o capitão de cinqüenta, o respeitável, o conselheiro, o hábil entre os artífices e o encantador perito. Dar-lhes-ei meninos por príncipes, e crianças governarão sobre eles. Entre o povo, oprimem uns aos outros, cada um, ao seu próximo; o menino se atreverá contra o ancião, e o vil, contra o nobre” – Isaías 3.1-5.
Para compreendermos a Bíblia, precisamos extrair dela não somente as mensagens específicas, contextualizadas em seu próprio tempo, mas também entender os princípios que estão envolvidos em cada ação de Deus. Compreendendo os princípios, compreendemos o modo do agir de Deus e assim podemos aplicá-los perfeitamente para nossos dias, quando situações semelhantes se manifestam. Um Juiz de Direito ao aplicar a mesma lei em diferentes situações, também sempre procurará compreender a mente do legislador, porque por trás de cada lei, há um princípio que a originou.
O que eu quero dizer com isso? Que, olhando para o texto bíblico, podemos concluir com absoluta precisão que, um dos castigos que Israel e Judá receberiam, como conseqüência de sua rebelião contra Deus, era que meninos seriam colocados como príncipes, crianças governariam sobre eles e que se estabeleceria uma tal inversão de valores que as crianças se atreveriam contra os velhos.
Na semana passada, dia 12.09.08, o Presidente da República sancionou lei que proíbe o trabalho doméstico para menores de dezoito anos, sendo que nenhum outro trabalho é permitido até os dezesseis anos. No mês passado outra lei foi promulgada estendendo até aos vinte e quatro anos a obrigatoriedade de pagamento de pensão alimentícia aos filhos, quando desempregados. Numa das contradições mais absurdas que já se viu no mundo contemporâneo, temos no Brasil o direito ao voto a partir dos dezesseis e a responsabilidade penal somente a partir dos dezoito anos.
Ora, que governo ainda possuem os adultos, se um jovem não precisa trabalhar e nem estudar, se não quiser? Se pode praticar qualquer delito sem ser punido? Se pode beber, fumar, usar drogas, ir e vir a qualquer hora do dia e no lugar que lhe aprouver sem ser molestado? Se pode praticar sexo livremente e para tanto ainda recebe preservativo das autoridades públicas e, pasmem, nas próprias escolas? Se pode dizer o que quiser e a quem quiser sem ser contestado? Se pode oprimir de todas as formas imagináveis seus pais e seus avós, fragilizados por ter todas as leis contra si? O que dizer de uma situação assim? Não estão as crianças e os jovens no governo?
Podem dizer aqueles que oficialmente governam que nossa nação vai bem. Sim, algum motivo sempre haverá para festejar e anestesiar o “inconsciente coletivo”. Mas, sejamos honestos: Poderá um povo conhecer o bem sendo governado por crianças?
Prezado leitor: Sabendo que nem eu nem você temos domínio sobre esse estado de coisas, quero desafiá-lo a refletir sobre sua própria condição e orar para que, sobre sua vida e sua casa, ao menos, VENHA O REINO DE DEUS.
JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!
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