| VOCÊ ESTÁ NO CONTROLE? | 09/08/2008 | Imprimir | Pr.Armando Paulo Castoldi
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Em todos os mecanismos que o homem cria existem leis básicas que determinam o seu poder de executar as ações pelas quais foram projetados. Assim, encontramos num simples automóvel uma infinidade de leis que atuando em conjunto fazem com que ele possa cumprir sua função. O motor, a parte elétrica, a aerodinâmica, a pressão dos pneus, a estabilidade, tudo opera por meio de leis. Até mesmo o vidro, uma invenção milenar, ocupa no automóvel uma posição preponderante - Você já imaginou o que seria dirigir num dia frio ou chuvoso num carro sem pára-brisa?
Por isso, o ato de dirigir um automóvel se tornou um dos prazeres supremos do homem, pois ali nos sentimos como que assentados em um trono de glória, onde não somente está refletida praticamente toda a trajetória do progresso humano, como também a nossa capacidade de controlar as coisas que criamos. Ora, por que um cidadão pacato e tímido se torna tão feroz ao volante? Por que, dentro de um automóvel nos sentimos tão poderosos? É porque simplesmente ali nos sentimos no controle.
Mas então, na contra-partida de tudo isso, chegamos à triste constatação de que o automóvel, esse trono de glória que o homem erigiu a si mesmo, torna-se cada vez mais o grande vilão de nossos dias, não somente no que diz respeito às questões ambientais, mas por ceifar e mutilar multidões de vidas, tal qual nenhuma guerra ainda conseguiu fazer.
Na verdade o automóvel incorpora em si a própria essência do nosso dilema existencial: Por um lado, o visível abismo que nos separa do mundo animal e a glória com a qual nós fomos revestidos, por outro lado, a nossa renitente incapacidade de conviver harmoniosamente com o universo dentro do qual nós fomos colocados.
A falsa sensação de estar no controle tem cegado o homem aos perigos que ele representa para si mesmo. É fantástico reconhecer nosso poder criativo e nossa capacidade de interagir com o universo que nos cerca, contudo é na mesma medida assustador perceber o grau de perigo a que nos expomos quando em nossa falsa sensação de controle, extrapolamos os limites que nos foram colocados.
Na década de sessenta foi sedutor à geração “paz e amor” pensar que eram livres para abrir todas as portas, desenterrar todos os tesouros, construir todas as pontes, eliminar todas as diferenças, externar todos os sentimentos e liberar todos freios.
Qual foi o grande engano dessa geração? É simples: eles pensaram que eram autônomos e que seu carro jamais iria se desgovernar. Mas qual foi afinal a herança que esse mal-fadado movimento deixou? As drogas, a promiscuidade sexual, o aborto, a desintegração das famílias, a rebelião social, a tirania das minorias e tantos males decorrentes que assolam a sociedade de nossos dias.
Hoje, a voz sedutora do diabo continua dizendo: “É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal” – Gênesis 3.4-5. Mas pergunto: Já não aprendemos o bastante para cair sempre na mesma armadilha?
Prezado leitor: Que controle afinal nós temos? Nossos vôos desengonçados não chegam sequer roçar os primeiros degraus da eternidade. Há um Deus que nos criou. Somente Ele possui o direito legítimo, o poder e a sabedoria para conduzir a salvo o carro da nossa vida. O inferno, ao contrário, é comparável a um cemitério de carros acidentados: uma patética coleção de obras primas que agora evocam somente o caos, a destruição e a morte. É uma visão radical? Sim, mas é a visão da realidade. Uma realidade sobre a qual, ao menos, você tem o controle da decisão: “Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a benção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” – Deuteronômio 30.19.
JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!
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