| A QUEM OUVIR? | 05/06/2008 | Imprimir | Pr.Armando Paulo Castoldi
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Como nunca antes, estamos sendo bombardeados por todos os lados e de todas as formas por conceitos anti-cristãos. Como estive em Portugal há pouco tempo atrás e vi com meus próprios olhos a beleza e ao mesmo o absurdo da pompa que se revestem os templos que a Igreja Católica ergueu no passado naquele país, comentava com um amigo católico sobre os erros e acertos do cristianismo ao longo dos séculos. Mas logo esse amigo começou a avançar por outro caminho e quando percebi ele já estava contestando a Palavra de Deus, ao ponto de questionar inclusive a própria ressurreição de Cristo. Como base para seus argumentos ele usava obras literárias recentemente lançadas, como o Código Da Vinci, e os evangelhos gnósticos, escritos estes, que nunca foram reconhecidos pela Igreja dos primeiros séculos.
Ora, visto que o homem foi criado com aptidão para pensar, o enganador sempre estará à espreita de alguém disposto a se utilizar da dúvida para justificar suas posições. Aliás, precisamos admitir que somos especialistas em corromper as coisas mais sagradas e que, quando interesses importantes estão em jogo, nem católicos e nem
evangélicos estão livres de cometer abusos. Mas, uma coisa é falar a respeito das fraquezas do caráter humano, outra coisa é, como se diz, “jogar fora a água suja da banheira com a criança dentro”. Por isso, quando falamos desses assuntos é fundamental perceber o que realmente é colocado em foco: se é a busca sincera pela verdade ou o simples desejo de ver “o circo pegar fogo”.
Há pessoas cuja vida visivelmente está comprometida com a construção. Elas podem estar erradas em algumas de suas pressuposições, contudo estão munidas de um desejo sincero de ser úteis àqueles que as cercam. Suas obras, embora possam passar ao largo das verdadeiras soluções, são ferramentas úteis à humanidade e ajudam de alguma forma a tornar o mundo melhor. Porém há pessoas cujo único meio pelo qual procuram alcançar visibilidade, é destruindo alguma coisa boa. Dan Brow, autor do Código Da Vinci, e toda essa leva de novos autores que se fundem nessa vertente literária, fazem parte dessa categoria de vidas perniciosas que inspirados pelas trevas, usam a dúvida para roubar do homem a única luz que ainda poderá conduzi-lo para fora das densas trevas que pairam sobre nossos tempos.
Coincidentemente, o jornal Zero Hora de hoje, dia 26.05.08, à pagina 40, publica o seguinte resultado de uma pesquisa realizada no Rio Grande do Sul: “Em levantamento sobre hábito de leitura, a Bíblia é apontada como o livro mais importante na vida dos leitores”.
Ora, a estratégia é bem simples: o tamanho do inimigo determinará o tamanho da minha vitória. Quem conseguisse realmente destruir a credibilidade de algo tão grandioso como a Bíblia, sentir-se-ía elevado à condição do próprio Deus, proposta aliás, que não é nova. É lógico que não está em jogo essa questão, pois ninguém destruirá o indestrutível. Contudo, não podendo de fato anular a verdade, o diabo se dá por satisfeito quando consegue roubar dos corações a fé na Palavra de Deus.
Prezado Leitor: Os lobos possuem uma linguagem comum. Eles sempre dizem: não é bem assim! Assim, com sutis insinuações, eles podem fazer com que você venha aborrecer-se das coisas mais preciosas que possui. Mas há outra característica que também lhes é comum: Eles nunca terão algo para lhe oferecer em troca, senão a própria dúvida. Assim, ao ouvir novidades que podem fazer coçar seus ouvidos não esqueça das palavras de Jesus: “O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” – João 10.10.
JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!
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