| QUEM É O HOMEM? | 19/05/2008 | Imprimir | Pr.Armando Paulo Castoldi
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Não há preocupação mais legítima do que a busca da compreensão da própria identidade. Por isso filósofos, sociólogos, teólogos, psicólogos, cientistas e espiritualistas têm procurado ao longo da História humana definir o que seja o homem. A importância desse assunto é tremenda, uma vez que desse conceito surgem todas as teorias sobre nossas necessidades e respectivas soluções. Mas, uma premissa errada sobre essa questão, levará inevitavelmente a uma abordagem errada sobre tudo o que nos diz respeito.
Veja o que a Bíblia diz: “Então formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra, e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” – Gênesis 2.7. O Espírito de Deus, animando o corpo por Ele formado, traz à existência um novo ser. Agora, esse hálito de vida soprado para dentro do homem, faz parte de sua própria essência e o torna imagem e semelhança do próprio Criador: “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”.(...) E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a” – Gênesis 1.26-28.
Depois então, quando Deus ordena que o homem se multiplique, fica evidente que a reprodução, embora sendo um atributo outorgado pelo Criador, passa a pertencer ao homem, não somente no sentido de que somos livres para nos reproduzirmos, como também no fato de que temos o potencial de transmitir a integralidade do nosso ser: um corpo, uma alma e um espírito.
Ora, se a reprodução ficasse condicionada ao determinismo de Deus, então soaria lógico quando alguém culpasse a Deus pelas tantas injustiças que há no mundo e revelaria de fato um deus injusto e caprichoso; um deus que promove em todo o mundo um estranho sistema de castas, fazendo com que os pobres possuam muitos filhos para sustentar as vaidades dos poucos filhos dos ricos. Mas é exatamente isso que dizem, abertamente ou não, aqueles que entendem que o nascimento de uma pessoa é necessariamente a encarnação ou reencarnação de um espírito pré-existente.
Se compreendemos isso, também fica fácil aceitar a realidade da queda como um incidente concreto, que manchou no homem a imagem e semelhança de Deus em sua integralidade - se nos tornamos pecadores, agora estamos fadados a gerar pecadores! Isso explica também outra questão que ocupa lugar central na Bíblia: a incapacidade de promovermos a nossa própria salvação. Ora, assim como é uma bobagem pensar que o mundo criou-se espontaneamente é inútil pensar que um dia a humanidade, chegará a tal evolução espiritual que possa banir completamente o pecado de sua natureza.
Por isso, somente um protótipo de homem perfeito poderia reverter nossa condição e somente um novo sopro divino poderia devolver a nossa verdadeira identidade. E foi então o que Deus fez quando enviou Seu filho, o qual sem pecado, morreu pelos nossos pecados e, tendo vencido a morte, enviou o Espírito Santo, o qual nos regenera dando-nos uma salvação completa e eterna: “Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante” –
1 Coríntios 15.45.
Prezado leitor: A maioria das pessoas, buscando uma saída mais cômoda para seus dilemas prefere imaginar um universo sem Deus ou então, um universo onde Deus determina todas as coisas. Contudo, nós somos aquilo que somos: nem robôs e nem autônomos; livres, mas também chamados à responsabilidade; pecadores, mas não necessariamente perdidos. E, por termos um lugar tão especial no coração de Deus, foi inevitável que à margem do Céu viesse a existir o Inferno. Felizmente, escolher entre um e outro, tornou-se em Cristo uma decisão ao nosso alcance.
JESUS A OPÇÃO DA VIDA!
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