| A LUZ DO MUNDO | 17/04/2008 | Imprimir | Pr.Armando Paulo Castoldi
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“Eu sou a luz do mundo” – João 8.12. Que declaração fantástica! Seria muita pretensão alguém arrogar a si tal prerrogativa, não fosse de fato quem dizia ser. Que bobagem deve ter parecido aos ouvidos dos sacerdotes, escribas, fariseus e saduceus essas palavras de Jesus; que bobagem deveria parecer, não houvesse a História seguido o curso que tomou, um arqueólogo encontrar em alguma escavação de Jerusalém ou Cafarnaum um pergaminho dando conta que um tal de Jesus teria proferido essa frase. Provavelmente, reunindo seus colegas eles dariam umas boas gargalhadas.
No entanto, quase dois mil anos se passaram desde que essas palavras foram proferidas e registradas e elas permanecem ali, incólumes, mais firmes do que as pirâmides do Egito, mais vivas do que as lembranças do dia de ontem. Não é um mistério, nem uma estranha coincidência. Não! É tão somente a força da verdade de quem também ousou dizer: “Passará o céu e terra, mas as minhas palavras não passarão” – Lucas 21.33.
No seminário Fronteiras do Pensamento, que se realiza este ano em Porto Alegre, reunindo grandes pensadores da atualidade, o filósofo francês Edgar Morin declarou: “A atual “crise do progresso”, advém de diversos fracassos: a ciência que ajuda, mas também faz armas, a economia que traz desenvolvimento, mas também instabilidades, entre outros. A tradução disso seria um mundo onde as religiões prosperam. Então resta a esperança do céu. Nós tivemos como verificar o fracasso da Revolução Bolchevique, mas no céu não podemos comprovar nada” - Jornal Zero Hora, 15.04.08, pág.38)
É lógico que, como bom filósofo, Edgar Morin vê as coisas sob o olhar cético de quem, por princípio, duvida de tudo. Mas também como um bom inquiridor, ele não pode deixar de reconhecer o óbvio: O homem não consegue por si mesmo dar uma resposta satisfatória ao imenso vazio do seu próprio coração e, por mais que queira viver num sistema fechado, onde ele mesmo seja seu próprio senhor e deus, seus olhos teimosamente insistem em olhar para céu.
No entanto, ao olhar para fora dos nossos limites, ao procurar por uma resposta que esteja além dos avanços sociais, científicos e tecnológicos, podemos cair na armadilha do filósofo, concluindo que a esperança se fundamenta tão somente na própria impossibilidade de provar uma mentira. A grande maioria das pessoas vive nessa zona de desespero existencial, aquietando seu coração em algum ponto obscuro de sua imaginação, obscuro o suficiente para que não possa ser negado e nem provado. Este, infelizmente é o lugar onde as trevas são mais escuras, onde a total ausência de razão faz cessar a própria busca.
Anos atrás, morando em Gramado, tive um amigo que professava ser ateu. Ele era espanhol de nascimento e um homem muito culto. Digo culto, não sábio! Quando conversávamos, expúnhamos com liberdade nossos pensamentos. Um dia, encontrando-o num mercado. Perguntei-lhe: -Olá Francisco! Como estás? Respondeu-me ele: - Vivo! E, enquanto há vida há esperança. Retruquei então: - Esperança em que? Sua resposta foi: - Em continuar vivo! Ele morreu algum tempo depois. Não sei se meu testemunho pôde colocar alguma luz em suas trevas, mas quando penso nele ainda posso sentir o desespero que inconscientemente deixava sangrar do seu coração.
Prezado leitor: Que ao ponderar comigo sobre essas questões, o Espírito Santo encha o seu interior com a certeza de que Jesus é de fato quem disse ser e que, amparado nessa segurança você tenha a coragem de segui-Lo: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” - João 8.12.
JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!
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