| QUAL PÁSCOA? | 19/03/2008 | Imprimir | Pr.Armando Paulo Castoldi
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Cada um é livre para viver a seu próprio modo e celebrar as festas que quiser do modo como as quiser celebrar. Mas o fato de não possuirmos todos os mesmos entendimentos, não nos dá o direito de achar que tudo é a mesma coisa.
A Páscoa é uma festa cristã que se tornou também uma festa popular. É lógico, portanto, que ela ainda pode ser celebrada em seu verdadeiro sentido, mas também na mesma medida é lógico que uma grande multidão poderá celebrá-la em seu sentido desvirtuado.
O renomado autor cristão C.S. Lewis, autor de “Crônicas de Nárnia”, cita em um dos seus livros que o espiritualismo moderno, em muitas de suas manifestações pode ser comparado a um sujeito sem personalidade própria que um dia sentou-se triste no cais de um porto, lamentando não ter seu próprio barco para navegar. Então, num determinado momento eis que seus olhos caem sobre um barco que verdadeiramente lhe desperta a atenção. Então pensa: Puxa! Se esse barco fosse meu eu poderia navegar em todos os oceanos e realizar com ele todos os meus sonhos. Curioso, aproxima-se do barco e, qual não é sua surpresa quando encontra a tripulação dormindo. Então, sorrateiramente se infiltra no barco e com astúcia, consegue passar-se por um dos seus tripulantes. Aos poucos, por não ser molestado, começa a ter voz ativa e impor suas idéias e vontades, fazendo acreditar que também é dono daquele barco.
Esse barco é o cristianismo nominal, seja qual for o seu nome e, é nesse contexto que o impostor dissemina suas mentiras, às vezes tão deslavadas que qualquer um poderia desmascará-lo, mas entendem alguns que não é polido entristecê-lo, não numa data tão importante; não numa festa tão bonita. Sendo assim, o deixam estar ali. Mas pergunto: Aqueles que alimentam esse sentimentalismo, poderão celebrar a verdadeira Páscoa?
A Páscoa é uma festa exclusiva do povo de Deus. Sua origem remonta ao tempo de Moisés, quando Deus o chama para libertar o povo de Israel da escravidão: “Portanto, dize aos filhos de Israel: Eu sou o Senhor, e vos tirarei de debaixo das cargas do Egito, e vos livrarei da sua servidão, e vos resgatarei com braço estendido e com grandes manifestações de julgamento” – Êxodo 6.6.
A Páscoa, na Antiga Aliança, significou juízo radical contra todo o domínio do mal e foi paga com o preço de sangue. Não foi uma simples celebração, como um fim em si mesma, mas significou o primeiro ato de uma guinada radical na história de uma pequena nação: “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentro todos os povos; porque toda terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa” – Êxodo 19.5-6.
Agora, muito mais, porquanto encontra sua expressão final no sacrifício do próprio Filho de Deus, a Páscoa não poderia ser confundida com uma festa pagã de fertilidade representada por símbolos como ovos e coelhos. Não! Não foi essa a fertilidade que Jesus veio trazer. Ele veio para tomar vingança sobre todo poder do diabo, a fim de que pudéssemos lançar mão da verdadeira vida: “O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” – João 10.10.
Prezado leitor: Independentemente do que alguém possa pensar ou dizer, a Páscoa somente poderá ser celebrada em sua expressão verdadeira naqueles que, arrependidos dos seus pecados e purificados pelo sangue de Jesus, tomaram a decisão de segui-Lo até o fim; Naqueles que, rompendo radicalmente com toda forma de mal, decidiram reconquistar para Deus o último reduto dos seus próprios corações. Aqueles que assim celebrarem a Páscoa, possuirão Canaã e verão a glória! Os outros apenas celebrarão uma festa popular, talvez bonita, mas vazia de sentido. Qual será a sua celebração?
JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!
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