| O MAIS IMPORTANTE | 17/03/2008 | Imprimir | Pr.Armando Paulo Castoldi
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Lembro-me do aniversário de 2 anos do meu segundo filho. Fizemos uma linda festa e convidamos muitas crianças, parentes e vizinhos. Entre os tantos e bons presentes que ele ganhou, também apareceu uma coleção de bichinhos de plástico que ainda são encontradas nas lojas de R$1,99. Muito provavelmente aquele foi um dos presentes mais baratos que ele recebeu, mas como uma criancinha de dois anos, sem qualquer noção de valor monetário, aquele foi o presente no qual ele se apegou, passando o restante daquele dia criando incontáveis cenas que sua mente ia formando com aqueles personagens.
Lembrei desse episódio enquanto meditava sobre o seguinte texto da Palavra de Deus: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino. Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor” –
1 Coríntios 13.11-13.
Todos nós, independentemente da idade, fazemos escolhas entre uma coisa e outra e, conscientemente ou não, acabamos elegendo aquilo que entendemos ser o mais importante. A isto, nos apegamos com todas as nossas forças e a isso protegemos de maneira especial. É lógico que se naquele dia meu filho tivesse o temor de que um ladrão viesse entrar em nossa casa, sua primeira preocupação seria colocar aqueles bichinhos num lugar bem seguro.
Ora, uma criança não tem a obrigação de compreender certas realidades, mas à medida que crescemos nos tornamos responsáveis de fazer as escolhas certas e proteger aquilo que de fato é o mais importante.
Nossa natureza é sutil e procura sempre nos deter na periferia, para que nunca cheguemos à verdadeira essência da vida. E, mesmo quando julgamos ter encontrado a essência, ainda assim temos a tendência de eleger mal aquilo que decidimos proteger acima de tudo.
Há três tesouros essências que fundamentam a vida do cristão: a fé, a esperança e o amor. Destes três, pareceria lógico que a fé fosse o maior de todos, pois é por ela que temos acesso ao Reino de Deus e é por ela também que a esperança é sustentada em nosso coração. Mas por que é ao amor que devemos dispensar nosso maior cuidado? Ora, sem amor, a fé ainda salva, a esperança ainda pode ser mantida, mas nossa vida passa a ser como um sino que só faz barulho ou como uma árvore que já não produz frutos.
Encontro com freqüência cristãos carregados de tantos sentimentos ruins; lábios que testemunham de fé e de esperança, mas um coração que já não consegue amar. O que houve com eles? Simplesmente ocuparam-se com coisas secundárias, pensaram demais em proteger a si mesmos e negligenciaram o tesouro mais importante que Deus colocou em seus corações. Quando o ladrão consegue essa façanha ele se retira e nos deixa à vontade. E o que mais ele precisaria fazer?
Um cristão não pode dar-se ao luxo de alimentar a amargura e o ódio; um cristão não pode ser sensível demais e se deixar ofender por qualquer motivo; um cristão não tem o direito de reter o perdão; um cristão precisa discernir entre afetos passageiros e valores eternos, pois sempre que o amor for embora dos nossos corações, o mundo já não compreenderá a mensagem da fé e da esperança que anunciamos em Jesus: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” – João 13.35.
JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!
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