| SUBSTIUIÇÃO | 20/11/2007 | Imprimir | | Pr. Armando Paulo Castoldi |
A palavra “Evangelho” não produz o mesmo impacto em todos. Aquilo que para alguns é sinônimo da melhor notícia que o mundo já ouviu, para outros poderá significar uma notícia da qual nem querem ouvir falar. Sendo assim, uma das lições elementares para quem prega o Evangelho é aprender a lidar com a rejeição.
Mas outra lição, e não menos importante, é aprender que nem todos aqueles que rejeitam o Evangelho, o fazem pelos mesmos motivos. Há aqueles que estão determinados a combatê-lo e jamais darão a si mesmos uma chance de rever sua posição. Há porém aqueles, e acredito que seja a grande maioria, que são sinceros de coração, mas encontram-se aprisionados por alguma circunstância, dentre as quais eu destacaria pelo menos quatro: 1º) A obediência cega à própria tradição religiosa; 2º) A aceitação passiva das mentiras que são lançadas contra a Palavra de Deus e contra a Igreja; 3º) O olhar exageradamente crítico sobre os escândalos, os quais o Senhor Jesus mesmo disse que seriam inevitáveis; 4º) A falta de conhecimento das Escrituras.
Para essas pessoas, cujas circunstâncias têm colocado diante dos seus olhos uma nuvem que lhes impede ver a luz, gostaria de oferecer uma explicação que, segundo meu entendimento, traduz de uma maneira bem simples a verdadeira essência do Evangelho e que pode ser resumida numa única palavra: “substituição”.
Veja bem: Se você crê que Deus existe e que Ele de fato é Deus, então não há como negar que Ele é quem nos criou e um dia também pedirá contas dos nossos atos. Então agora me acompanhe no seguinte raciocínio: Se você fosse Deus e tivesse um Céu, você permitiria que qualquer pessoa entrasse nele? É lógico que não! Mas ao chegar na hora de fazer a triagem, você, por ser Deus, não poderia ser parcial em seu julgamento. Então viria o ladrão e se justificaria em sua infância pobre; viria o traficante de drogas e se justificaria em sua história marcada por um pai ausente; viria a prostituta e se justificaria no mau exemplo de sua mãe; viria o comerciante se justificaria na elevada carga de impostos; viriam os religiosos e se justificariam nas regras de suas próprias religiões. Nesse ponto, mesmo sendo Deus, você ficaria confuso e se veria praticamente num beco sem saída: Que critério usar para condenar ou absolver?
Foi assim, por perceber o quanto o ser humano está emaranhado nas contradições do pecado, que a substituição nasceu no coração de Deus, tornando-se o meio pelo qual Ele poderia então salvar a todos, sem transgredir a Sua própria justiça: “Mas Ele foi transpassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” – Isaías 53.5. Agora, apesar do pecado, ao olhar para as pessoas, o Pai poderia contemplar nelas a presença do Seu próprio Filho. Não é tão simples e ao mesmo tempo fantástico?
Prezado Leitor: Havendo compreendido isso, alguém ainda poderá presumir firmar-se em sua justiça própria, mas a lógica é que se renda e diga simplesmente: -Senhor Jesus! Obrigado por ter me substituído na cruz. Eu te recebo como meu Salvador e Senhor. Obrigado porque agora, quando os olhos do Pai pousarem sobre mim, é a Ti que eles poderão contemplar”.
Então, amparado na segurança da substituição, não parecerá impossível que alguém penetre numa dimensão mais profunda e se aventure a trilhar o mais elevado caminho; a cumprir aquilo que, aos olhos do incrédulo, parecerá um conceito totalmente impraticável: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: amarás o teu próximo como a ti mesmo” – Lucas 10.27.
JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!
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