Há poucos dias, conversando com um amigo que há tempo não via, expressávamos ambos o nosso desapontamento com a total inversão de valores a que estamos, como nação, sendo submetidos. Porém a constatação mais triste desse processo é que em situações assim, os homens de bem tendem a desistir de lutar. Aliás essa realidade não é nova. A Bíblia expressa muito bem esse fenômeno social: “Quando triunfam os justos, há grande festividade; quando, porém, sobem os perversos, os homens se escondem” – Provérbios 28.13.
Por “coincidência”, no mesmo dia recebi de um colega pastor de minha cidade, uma mensagem via e-mail, que lembrava as palavras de Martin Luther King: “O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem-caráter, nem dos sem-ética. O que mais me preocupa é o silencio dos bons”.
A par de tantos absurdos que presenciamos, especialmente no mundo da política, o Brasil quer ser um país moderno, ousado; quer estar na vanguarda de novas leis de defesa dos direitos humanos, especialmente das minorias. Mas quem está zelando pelos direitos do cidadão comum?
A última Parada Gay, que segundo os veículos de comunicação reuniu no Rio de Janeiro mais de quinhentas mil pessoas, teve por objetivo pressionar o Congresso Nacional no sentido de aprovar o Projeto Lei 122/06, que transforma em crime de injúria, passível de detenção de um a três anos, a expressão de qualquer opinião que emita ponto de vista moral ou filosófico contrário ao homossexualismo. Aliado e este, o PL 6418/2005, prevê o aumento da pena em um terço para quem que fabricar, distribuir ou comercializar materiais que expressem “pontos de vista homofóbicos”. Contudo, e muito provavelmente essa é a intenção, essa lei terá conseqüências inimagináveis em nossa sociedade, podendo afetar diretamente as famílias, Escolas e Igrejas, pois toda e qualquer expressão que contrarie os interesses da causa gay, poderá ser qualificada como “homofobia”.
Se essa lei for aprovada, nem os pais, nem os professores, nem os líderes religiosos terão o direito de emitir conceitos de valores ou estabelecer padrões morais em seus espaços de autoridade. E, muito provavelmente, num desdobramento subseqüente, a produção e distribuição da Bíblia Sagrada poderá ser proibida e penalizados todos os que fizerem uso dela, por conter passagens que condenam a prática do homossexualismo. Ora, cada um é livre para fazer sua opção, inclusive a opção sexual, contudo, a causa gay pretende colocar-se acima do bem e do mal. Ora, nem o Senhor Jesus se colocou acima da crítica! A História revela que somente os piores tiranos chegaram a esse nível de soberba.
O que estamos constatando a olhos vistos é que a Igreja de Jesus Cristo, por causa de uma compreensão deturpado do amor e do respeito ao próximo, vem gradativamente perdendo o senso crítico e negando sua natureza essencial de ser sal e luz do mundo.
A Constituição Federal em seu artigo 5º, inciso VI diz explicitamente: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença” . Assim, em nome de uma sociedade livre, em nome da família e, em nome de Deus, é imprescindível que nos levantemos e, através dos meios lícitos que dispomos, como por exemplo, a correspondência eletrônica, exerçamos uma maciça pressão junto aos deputados e senadores de nossos respectivos Estados para que esse processo, ainda em tempo, seja detido. Caso contrário, é bem provável que num futuro muito próximo, tenhamos que chorar amargamente a nossa omissão: “Há tempo de estar calado e tempo de falar” – Eclesiastes 3.7.
JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!
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