| RAZÃO DE VIVER! | 22/10/2007 | Imprimir | Pr. Armando Paulo Castoldi
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Quando falamos de fé, precisamos compreender que há muitos tipos de fé. A fé é um atributo inerente ao homem. Todas as pessoas possuem fé. Mesmo alguém que se professe ateu a possui e, talvez numa medida bem grande, visto que dizendo não crer em Deus, sentirá a pressão de ser “deus” para si mesmo. E, essa fé, mesmo operando somente na dimensão humana, pode proporcionar muitas conquistas, pois é inegável que o homem possui um imenso potencial interior que atua na dimensão do seu próprio espírito. Esse potencial nós o possuímos, exatamente por termos sido criados à imagem e semelhança de Deus!
Também alcançam muitas coisas aqueles que lidam com poderes sobrenaturais das trevas, embora nesses casos, os pretensos “milagres” não passem de fraude: Como o diabo não dá nada de graça, ele faz com que o mal apenas mude de endereço:“ O ladrão vem somente para matar, roubar e destruir” – João 10.10.
Porém, quando falamos da fé em Jesus Cristo, estamos falando de outra coisa! A fé em Jesus não trata tão somente de uma atitude positiva diante da vida ou da mera busca de soluções para os problemas do dia-a-dia.
Jesus veio no poder do Espírito Santo e operou sinais tremendos que estão relatados nos Evangelhos; disse que os que nEle cressem poderiam realizar sinais ainda maiores em Seu nome, porém há uma questão que precisa ser compreendida: ainda que em Sua compaixão diante da dor humana, Jesus operava tantas curas e libertações, os sinais que Ele realizou, apontaram sempre para um alvo maior: “Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” –João 20.30-31.
A fé bíblica, portanto, opera numa dimensão mais ampla, e trata antes de tudo da solução da nossa condição moral decaída e da nossa reconciliação com Deus: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela Sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue” – Romanos 3.23 e 24 a.
Então, quando pela fé no poder purificador do sangue de Jesus nós somos reconciliados com Deus; quando através desse acesso passamos a ter uma vida de intimidade com Deus; quando através dessa intimidade aprendemos a desfrutar Suas promessas o poder operante do Espírito Santo, iremos provar, sim, milagres grandiosos, coisas que somente a mão de Deus pode operar. Mas eu posso afirmar com toda segurança, que aqueles que compreenderam isso, seguirão a Jesus de qualquer modo: o seguirão tendo muito ou tendo pouco, embora seja natural que orem por prosperidade; o seguirão tendo saúde ou estando doentes, embora seja natural que busquem a cura; o seguirão em tempos de paz e ou debaixo de perseguição, embora seja natural que orem por proteção; mas irão segui-Lo, de qualquer modo e em qualquer circunstância, pois seus olhares se levantam para uma realidade que está muito além dos nossos breves dias aqui.
Este é conceito de fé que recebemos das Escrituras; esta é a fé que forjou os mártires e lançou os alicerces da Igreja. Desse tipo de fé, o apóstolo Paulo testemunha: “Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” – Gálatas 2.20.
Prezado leitor: A fé que você tem em Jesus lhe dá razões suficientes para ser também a sua razão de viver?
JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!
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