| NÍVEIS DE REV ELAÇÃO | 28/01/2010 | Imprimir | Pr.Armando Paulo Castoldi
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Em nossa última reunião de células (pequenos grupos), fiz a seguinte pergunta quebra-gelo: “Diga o nome de um astro, estrela, planeta ou constelação”. Para surpresa da grande maioria, descobrimos que nosso conhecimento de astronomia anda muito limitado. Conclusão? Já quase não olhamos para o céu e, essa lacuna não fica sem conseqüências. Vivemos presos aqui em baixo, contemplando a “beleza da criação humana” e aos poucos vamos perdendo a noção da criação de Deus.
Na verdade o assunto tratava dos níveis da revelação contidos no Salmo 19. No primeiro verso o salmista começa dizendo: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras de suas mãos”. É lá no alto que começa a revelação! Como não reconhecer a existência de Deus por trás de tanta grandeza, beleza e complexidade? É inconcebível que alguém não possa compreender isso. Mas a que nível de arrogância pode chegar um coração endurecido? Não há desculpas para não crer: “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis” – Romanos 1.18-20.
Mas alguém poderia de fato dizer: Estrelas não me dizem nada, árvores não se expressam e animais não falam de Deus. Pois bem, então o salmista, no verso 7 entra abruptamente no segundo nível da revelação: “A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices”. E assim, ele vai até o verso 11 exaltando a beleza e o poder terapêutico da Palavra. Este ponto é como um divisor de águas, pois aqueles que rejeitam a Palavra, ainda que aleguem acreditar num criador, somente conseguem conceber Deus como uma força impessoal, uma energia cósmica, mas nunca um Deus pessoal que se revela de forma inteligível e com quem podemos estabelecer um relacionamento. A Bíblia, portanto, é o segundo canal que Deus usa para falar ao homem: “Sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; por que nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” – 2 Pedro 1.20-21.
Mas será que somente a compreensão intelectual das Escrituras completa a revelação? Absolutamente não! Por isso, a partir do verso 12 o salmista se interroga e ora expressando um desejo muito bem definido: “Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas. Também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão. As palavras dos meus lábios e o mediar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor, rocha minha e redentor meu!”.
Neste ponto já não se trata tão somente de saber que existe um criador e descobrir quem Ele é e o que Ele pensa. Não! Isso muitos teólogos sabem e nem por isso andam na presença de Deus. Há algo mais profundo que precisa acontecer: O falar ao coração. A Palavra que penetrou na mente agora é regada pelo Espírito Santo e, ao cair no coração desvenda finalmente as incomparáveis experiências de um relacionamento de intimidade com o Deus vivo: “São mais desejais do que ouro, mais do que muito ouro depurado, mais doces do que o mel e o destilar dos favos” – Salmo 19.10.
Prezado leitor: O primeiro mandamento, amar a Deus acima de todas as coisas, é uma absoluta impossibilidade na vida daqueles que ainda não mergulharam na plenitude da revelação de Deus. É o mandamento que somente iremos cumprir no final do processo. E indiscutivelmente, é a mais fascinante aventura que um ser humano poderá perseguir.
JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!
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