| CATÁSTROFES E MILAGRES | 28/01/2010 | Imprimir | Pr.Armando Paulo Castoldi |
Depois de vários ensaios, decidimos nestas férias fazer algumas reformas em nossa casa. Ainda não completamos uma semana de trabalho e estamos estressados. Até o gato e o cachorro estão estranhos, confusos e agressivos.
É complicado viver numa casa bagunçada, com as coisas fora do lugar e sujeira por todos os lados. Mas foi uma decisão que tomamos de livre e espontânea vontade. E não somente isso, uma decisão que traz uma perspectiva positiva, para que nossa boa vida se torne ainda um pouco melhor.
Mas esta certamente não é a realidade de uma multidão de pessoas que já nestes primeiros dias do novo ano estão sendo vitimados por catástrofes que se sucedem em tantos lugares no mundo. Ora, uma coisa é tirar tudo do lugar por causa de uma reforma que fazemos do modo e no tempo que decidimos, outra coisa é ver o mundo “virar de
cabeça para baixo” por causa de uma calamidade que se abate repentinamente sobre nossa vida.
Tenho pensado sobre isso e tenho me dado conta do quanto a vida deveria parecer melhor quando tudo está bem, quando tudo está no lugar, quando tenho o domínio das situações, quando posso decidir sobre aquilo que vou fazer ou deixar de fazer. Tenho pensado no quanto eu deveria expressar meu contentamento e minha gratidão a Deus pela família que tenho, por ter móveis para arrastar de um lado para outro, por conseguir levar uma caixa pesada de entulho até a rua, por ter recursos para jogar fora ou doar algo que ainda poderia ser usado, por ter enfim condições de trabalhar e cuidar das minhas próprias necessidades. Mas eu confesso que mesmo sendo grato por possuir tudo isso, às vezes permito que pequenos problemas perturbem minhas emoções e até estraguem o meu dia.
E mais: Procurando me colocar no lugar daqueles que estão agora “juntando os cacos” que sobraram de uma enchente ou de um terremoto, confesso que apesar de todo preparo emocional, de todo conhecimento bíblico, de todas as experiências que tenho do cuidado de Deus, de toda a fé que penso possuir, não sei qual seria a minha reação.
É muito fácil dizer que somos fortes, que somos emocionalmente equilibrados, que somos espiritualmente maduros quando tudo está normal. Mas é frustrante quando nos percebemos vacilando diante de coisas insignificantes! O que pode estar errado?
O sol nasce e se põe misteriosamente todos os dias no horário exato e nós achamos que é normal; respiramos algo que nem vemos e que misteriosamente nos mantêm vivos e achamos normal; colocamos a semente na terra e ela misteriosamente germina para produzir nosso alimento e achamos normal; deitamos, dormimos e misteriosamente acordamos refeitos para um novo dia e achamos normal; num mesmo dia saímos para o trabalho ou para uma viagem, retornamos para casa e lá está não somente a nossa casa, mas também os nossos bens, os nossos familiares e os nossos bichinhos e, achamos que tudo é normal. Não estamos dia após dia diante do milagre? Mas é que a ausência do milagre produz a catástrofe e esta então é inevitavelmente percebida!
Prezado leitor: Sob o mesmo título eu poderia falar também dos tantos milagres que são reconhecidos em meio às catástrofes. Mas será que precisaríamos chegar a esse ponto para admiti-los? É sempre complicado falar sobre causas de calamidades, especialmente quando não somos nós que estamos passando por elas, contudo eu creio que se fôssemos mais prontos em reconhecer milagres, veríamos menos catástrofes: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” - 2 Crônicas 7.14.
JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!
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