A palavra confusão traz o sentido de algo desordenado, misturado, mal distinto, enleado. Quando nossa mente entra em confusão não conseguimos enxergar com clareza, ficamos desorientados, sem uma direção, sem luz. Ao advertir a Igreja de Corinto sobre o uso inadequado dos dons espirituais, o apóstolo Paulo faz a seguinte afirmação: “Porque Deus não é de confusão, e sim de paz” – 1 Coríntios 14.33.
Nada é confuso em Deus! Este é aliás o grande impacto que desestrutura os nossos conceitos quando começamos a andar com Deus. Ele não tem duas vontades ao mesmo tempo, os seus desejos não estão divididos, não há dúvida em Seu coração ou qualquer espécie de duplicidade: “Não vos enganeis, meus amados irmãos. Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança. Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas” – Tiago 1.16-18.
Assim, à medida que conhecemos a Deus e Sua Palavra há um processo de cura em nosso caráter porque ao andar com Deus vamos gradativamente compreendendo melhor as realidades que nos cercam; aprendemos a discernir os caminhos da vida e os caminhos da morte e, fundamentalmente assimilamos uma lição elementar: -Nada, mas absolutamente nada de tudo quanto existe, é exatamente a mesma coisa!
A incapacidade de compreender esse conceito é a causa primeira de todas as confusões: “Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que á amargoso? Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce” – Tiago 3.11-12.
Simples, não? Porém num mundo tomado pelo relativismo parece não ser tão fácil distinguir entre uma fonte e outra, entre um gosto e outro, entre uma árvore e outra, entre um fruto e outro e isso, consequentemente, afeta as questões que envolvem a fé.
Na grande batalha pela posse da alma humana, embora não haja uma igualdade de forças, há um fator de desequilíbrio que acaba dando uma larga vantagem ao Diabo. Por Seu caráter, Deus somente pode utilizar-se da verdade e daquilo que é legítimo, enquanto o Diabo pode usar qualquer arma e a estratégia que melhor lhe convier, contanto que encubra do homem a face de Deus: “E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz” – 1 Coríntios 11.14.
Estou tornando essa conversa comprida, pois preciso me munir de argumentos para dizer o que quero finalmente a dizer. Veja bem: Nesta semana, uma multidão incontável se juntou nas ruas de Porto Alegre seguindo duas correntes de fé distintas: Nossa Senhora dos Navegantes e Iemanjá. Pergunto: Porventura serão a mesma coisa?
Já na próxima semana, talvez em sua grande maioria, a mesma multidão irá juntar-se novamente pelas mesmas ruas para dar plena vazão aos prazeres da carne. E como sempre, o carnaval deixará para trás um amargo fruto, um lamentável rastro de destruição: Prostituição, doenças venéreas, drogas, filhos gerados sem os muros de proteção do casamento, famílias desfeitas, assassinatos, inimizades e na melhor das hipóteses uma grande ressaca o desperdício do dinheiro que fará falta ali adiante. Então me resta fazer outra pergunta: Por se tratar em grande parte das mesmas pessoas, tratar-se-á também do mesmo espírito da semana anterior?
Prezado leitor: É lógico que cada um é livre para fazer o que bem entender com sua vida neste mundo e buscar o destino que quiser para sua alma na eternidade. Contudo, quem está realmente buscando a Deus deve considerar um importante detalhe: Deus não pode ser achado na confusão.
JESUS, A OPÇÃO DA VIDA!
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